PORTO VELHO – A situação do lixo é tão grave em Porto Velho que o prefeito Léo Moraes deveria ter a humildade de ir ao Tribunal de Justiça pedir a revisão da medida liminar que tirou da Eco Rondônia e transferiu a Amazonfort a responsabilidade pelo recolhimento do lixo na capital, Porto Velho.

A reportagem deste www.expressaorondoniania.com.br fez um tour pela cidade na tarde desta quinta-feira e constatou um cenário de abandono e caos sanitário nesta urbe, cujo forte nunca foi o aspecto de uma cidade limpa e bem cuidada.

Seria uma decisão inteligente também, já que, enquanto as duas empresas brigam na Justiça pelo milionário contrato do lixo, o ônus político recai sobre o administrador escolhido pelo povo há pouco mais de 10 meses.
E já não há mais razão para jogar a culpa na administração anterior, como Léo tenta fazer nas redes sociais.

Um pouco de coerência e senso de humildade nesta hora faria um bem danado a cidade e à imagem da administração do jovem prefeito, que lutou tanto para chegar a este posto.

Como no jornalismo está mais que consignado que imagens falam mais que palavras, vamos às fotografias.
Contribuir com a manutenção da cidade limpa nunca foi o forte dos moradores de Porto Velho, mas, desta vez, não se pode atribuir à população a situação caótica que passa a capital.
A própria Justiça poderia dar sua contribuição na hora de exarar decisões que, de um momento para outro, retira uma empresa que vem prestando o serviço com razoável normalidade para entregar a outra que, como resta comprovado, não tem a menor condição de executar o serviço para o qual buscar se habilitar.

Mas a Justiça não age de ofício, precisa ser provocada.

Logo, a iniciativa deveria partir do prefeito, até para preservar seu patrimônio político e a confiança que a maioria do eleitorado de Porto Velho nele depositou.
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