
PORTO VELHO – Porque tem coisas no Brasil que demoram tanto a ser percebida e a ser corrigida pelo poder público? O caso da bem intencionada medida protetiva que uma autoridade emite para impedir que o homem violento se aproxime da mulher vítima de violência é um desses instrumentos que pouco evita a morte de mulheres. O motivo deve ser porque o a agressor de mulheres sabe que, quando mata uma, ficará tão pouco tempo preso que o crime compensa.
O outro caso é que algumas autoridades policiais não divulgam o nome do agressor, permitindo que ele continue a conviver em sociedade sem que ninguém saiba que é um covarde que agride a esposa.

São tantos casos de mulheres que são mortas pelo companheiro (?) mesmo tendo contra ele uma medida protetiva, em Rondônia e no Brasil, que há de suscitar a pergunta: será que as autoridades policiais não estão falhando na avaliação da periculosidade dos agressores de mulher?
Isso mostra que a medida protetiva em si não poupa a vida de ninguém e, como é impossível botar um segurança para cada mulher ameaçada pelo companheiro, muitas vezes a única saída é manter o agressor atrás das grades.
Mas há no Brasil um falatório contra a prisão, tipo o Brasil prende muito e alguns juízes – e delegados também – que tomam para si a responsabilidade da avaliação e, ao invés de manter o agressor recolhido, institui uma medida protetiva e avisa ao meliante que ele não pode se aproximar de sua vítima.

Isso não tem sido suficiente para poupar a vida de muitas mulheres.
Lembram-se do que aconteceu com aquela professora da Fimca, cujo marido agressor ganhou o direito de pagar uma fiança, foi solto e, em seguida, foi ao Candeias e matou a moça e quase mata também o pai dela.
Isso não seria fato suficiente para reavaliar a concessão de medida protetiva?
Na noite deste domingo, um covarde agressor de mulher, que havia sido solto após ficar recolhido uns dias por agredir a esposa, encontrou a solução definitiva para o caso dele: o sogro estava na igreja quando foi avisado de que o genro estava agredindo a filha novamente.
Assim que ele foi avisado, saiu da igreja, passou em casa, pegou uma espingarda calibre 16, destas de matar animais de grande porte, e disparou contra a cara do agressor.
Este aí nunca mais vai precisar de medida protetiva e nem agredirá outras mulheres
Carlos Araújo – editor
www.expressaorondonia.com.br









