PORTO VELHO – Parece que o dinheiro e o poder subiu de vez à cabeça do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, antes um promotor de atuação mediana e, no primeiro mandato, um político que negava a política. Mas, à medida em que o tempo foi passando, ele foi pegando gosto pela política, ganhou a reeleição, foi crescendo politicamente e, infelizmente, em arrogância e soberba também. Tentou empurrar ‘goela à baixo’ da população que Porto Velho está uma cidade melhor para se viver – em que pese a capital de Rondônia figurar nas últimas colocações nos rankings nacionais de IDH -, não convenceu e perdeu a eleição que era tida como um ‘passeio’.
Na questão da nova licitação sobre recolhimento e destinação do lixo de Porto Velho, Hildon Chaves também andou dando uma ‘banana’ a uma recomendação do Tribunal de Contas. E não sofreu nenhuma consequência até o momento.
Será que o homem pode tanto assim? É o que se pergunta de Calama à Ponta do Abunã.
Veja o vídeo:
Com a derrota, parece que Hildon está aumentando a cada dia sua arrogância e, agora, colocando-se acima da Lei e da Justiça.
Disse, em discurso na festa de confraternização dos jornalista de Rondônia, no ultimo dia 7, no Clube dos Advogados, que vai inaugurar a nova e inacabada rodoviária contra tudo e contra todos, sendo aplaudido por muitos de sua assessoria e do séquito que o acompanhava.
Mas os órgãos de controle estão de olho e uma Lei municipal proíbe Hildon de inaugurar a rodoviária sem a conclusão da obra.

Apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE, o relatório assinado pelo conselheiro Valdivino Crispim alerta para o cometimento de uma ilegalidade por parte da prefeitura de Porto Velho, caso insista em inaugurar a obra do novo terminal rodoviário no próximo dia 20 de dezembro, conforme anunciado pelo prefeito Hildon Chaves (PSDB).
Conforme o conselheiro, o próprio município de Porto Velho possui uma Lei datada no ano de 2019, ou seja, homologada durante a gestão Hildon Chaves, que proíbe a inauguração de obras públicas inacabadas.
Em forma literal, o Artigo 1º da Lei Municipal 2.624/19 torna ilegal as inaugurações e as entregas de obras públicas inacabadas ou que não estejam em condições de atender os fins a que se destinam.

O destaque a essa Lei foi dado pelo conselheiro justamente por conta de um relatório técnico do Conselho Regional de Engenharia – Crea, que constatou que a obra não estará finalizada no próximo dia 20 de dezembro, mas sim, apenas no ano de 2025, quando o prefeito em exercício já será o diplomado Léo Moraes (PODE).
“Como se pode notar, a norma em questão foi instituída para garantir que as obras públicas no município de Porto Velho sejam entregues à população sem segurança, funcionalidade e qualidade aos seus usuários. O espírito da Lei protege o interesse público, evitando a inauguração de obras que possam representar risco à segurança, gerar desperdícios de recursos ou riscos à população”, relatou Valdivino Crispim.
Prestes a deixar o cargo, Hildon Chaves tem na rodoviária de Porto Velho sua maior obra, que poderá cair nas mãos de Léo Moraes o “prazer” de entregá-la à sociedade.
www.expressaorondonia.com.br, com informações da Ascom do TCE









