
Em 2014, durante uma das maiores enchentes registradas na região, ocorreu um fato que alterou o ecossistema do Vale do Guaporé. Um empresário boliviano, proprietário de diversos tanques de criação de pirarucu, tinha aproximadamente 6 mil peixes, entre adultos e alevinos.
Devido ao forte aguaceiro, os diques de proteção se romperam, e os peixes foram levados pela correnteza, espalhando-se pelos rios do Vale do Guaporé e seus afluentes. Em pouco tempo, os pirarucus adaptaram-se ao novo habitat e começaram a se multiplicar rapidamente.
Como predadores vorazes e de grande porte, os pirarucus causaram um impacto no ecossistema local, contribuindo para o declínio das populações de peixes nativos da região.
Recentemente, o ex-governador de Rondônia, Ivo Cassol, pescador e frequentador do Vale do Guaporé, capturou um pirarucu de aproximadamente 2 metros e 130 quilos. Ele fez um alerta sobre a proliferação descontrolada da espécie e relatou as queixas dos pescadores locais devido à escassez de peixes nativos.
O pirarucu, um peixe exótico, adaptou-se muito bem às condições do Vale do Guaporé. Até o momento, nenhum órgão governamental tomou medidas para lidar com essa situação alarmante, com exceção do Ibama, que proibiu a pesca do pirarucu na região.









