Negativa de atendimento ou negligência pode ter contribuído para morte rápida de garotinho de 3 anos, em Vilhena

Menino que iria completar 4 anos morre em circunstâncias estranhas, queixa é registrada e polícia vai investigar o óbito, em Vilhena. Hemograma teria revelado contaminação por bactéria

VILHENA – A negligência ou omissão de socorro está sendo apontado pela família do pequeno Pyetro, que completaria quatro anos daqui a uma semana, como a causa de sua morte, na tarde deste sábado. O caso do pequeno Pyetro Pereira da Silva ganhou contornos policiais, após a família registrar queixa e pedir para que o óbito seja investigado.

O corpinho de Pyetro passou por necropsia e foi sepultado na tarde deste domingo, no cemitério Cristo Rei, em Vilhena.

O falecimento da criança, que faria 3 anos na semana que vem, continua rendendo intensas discussões nas redes sociais.

De acordo com reportagem do site Folha do Sul on Line, avó de Pyetro, moradora do bairro Alto Alegre, deu detalhes do caso. O garoto e a mãe dele, uma empregada doméstica de 22 anos, moravam na mesma casa, junto com a avó materna.

Segundo a entrevistada, o garoto começou a passar mal no domingo e foi levado para uma consulta na UPA. Os indícios eram de que ele estaria enfrentando uma apendicite. Após ser medicado, Pyetro foi mandado para casa.

No dia seguinte, como o menino não melhorava, foi levado até o Hospital Regional, onde foram feitos exames por imagens e outros, de laboratório. De acordo com a avó, um hemograma teria revelado que a criança teria contraído uma bactéria.

Ontem, ainda se sentindo muito mal, Pyetro foi levado até o Hospital Regional, onde a vó garante que foi negado atendimento a ele. Enviado novamente para a UPA, o garoto estava tão mal que uma médica da própria unidade a acompanhou novamente até o HR. Ali, pouco depois, ele foi a óbito.

Indignada com o vai-e-vem nas unidades de saúde até o pequeno paciente morrer em circunstâncias estranhas, a avó registrou queixa na polícia, e um perito foi escalado para acompanhar a necropsia, que revelará a causa e as circunstâncias da morte.

Tio do menino nega que acidente em escola tenha relação com o óbito

Não bastasse a dor de perder uma criança em circunstâncias tão obscuras, a família ainda tem de conviver com uma fake news que tornou o episódio ainda mais doloroso: o boato disseminado através do WhatsApp de que Pyetro teria sido empurrado por um coleguinha de escola e quebrado o pescoço, o que teria sido a causa da morte.

Um tio do garoto, entrevistado pelo Folha do Sul, disse que, de fato, o garoto sofreu uma queda na escola da rede municipal onde estudava, mas garante que o episódio não teve nada a ver com o desfecho do caso, que ele suspeita ter sido “negligência médica”.

Documento emitido no sábado pelo próprio hospital traz as três supostas causas do óbito de Pyetro: parada cardiorrespiratória, choque séptico e gastroenterite.

Já o resultado da necropsia, que revelará o que aconteceu com o menino, deverá ser divulgado ainda nesta semana.

Fonte: Folha do Sul


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