PORTO VELHO – Lebrão não quer saber de ser contra o presidente Lula. Foi o único dos oito membros da bancada federal de Rondônia que se negou a assinar o pedido de impeachment contra o Lula, depois das infelizes declarações dele, comparando os judeus, vítimas do holocausto, com os nazistas, que mataram mais de seis milhões de israelitas. Todos os demais fizeram questão de se manifestar a favor do impedimento do presidente da República: o coordenador da bancada, Maurício Carvalho, Cristiane Lopes, Silvia Cristina, Fernando Máximo, Thiago Flores e o quarto secretário da Câmara, Lúcio Mosquini.

O discurso mais duro foi feito pelo deputado Fernando Máximo, num evento em que era apresentado o documento de pedido de impeachment.
O deputado Eurípedes Clemente, o ‘Lebrão’, cumpriu quatro mandatos na Assembleia Legislativa de Rondônia, chegou a ser corregedor da Casa de Leis e até suspendeu mandatos de deputados envolvidos em escândalos e ganhou inimigos, como o ex-deputado Adriano Boiadeiro, de um mandato só.

Mas em em 2020, o parlamentar que é pai da então prefeita de São Francisco do Guaporé, Gislaine Lebrinha – atualmente deputada estadual – foi flagrado recebendo e enfiando numa sacola propinas de um empresa que recolhia o lixo de vários municípios. Não se sabe se lebrão chegou a ser denunciado durante a “operação reciclagem” da Polícia Federal, que em 25 de setembro daquele ano conseguiu prender a afastar do cargos os prefeitos de Ji-Paraná, Marcito Pinto – já falecido – Luizão do Trento, de Rolim de Moura – condenado recentemente -, Glacione Neri, de Cacoal, e Gislaine Lebrinha, de São Francisco do Guaporé.

Mas Lebrão está com o mandato de deputado federal no fio da navalha em função de uma condenação em outro processo criminal, envolvendo questão de madeira e problemas ambientais decorrentes desta atividade. Seus adversários ainda querem vê-lo fora da Câmara Federal.
Neste período de mais de um ano de mandato como deputado federal, no entanto, Lebrão tem aparecido pouco e sempre vota a favor das pautas propostas pelo Governo.

Quanto ao discurso de Lula comparando os israelense aos nazista que promoveram o holocausto, Fernando Máximo disse, por exemplo, que “são cerca de 150 milhões de brasileiros cristãos. Nenhum deles concordou com a infeliz fala do Presidente”. Segundo Máximo, todos estes brasileiros “são contra o terrorismo e apoiam o Estado de Israel, que “está em legítima defesa”.
Foram palavras duras, defendendo a religião, a Bíblia e a defesa da família. O deputado Lebrão tem mantido sua decisão de não participar de nenhuma votação contra o governo. Pedir o impeachment de Lula, então nem sonhar!
www.expressaorondonia.com.br, com informações do blog opiniaodeprimeira






