VILHENA (RO) – A eleição do delegado da Polícia Federal, Flori Cordeiro, para prefeito de Vilhena – maior economia do Sul de Rondônia – acendeu a esperança de que finalmente o município teria um gestor capaz, com formação em Direito, para quebrar a sina de cidade em que os prefeitos não terminam o mandato. Mas parece que não é bem assim, quando se olha as confusões que o prefeito já se meteu e agora diz que vai desobedecer a uma interdição na lavanderia do maior hospital da região, imposta por técnicos da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), mesmo correndo o risco de ser preso.
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Na manhã desta segunda-feira, 27, técnicos da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) de Rondônia interditaram novamente a lavanderia do Hospital Regional de Vilhena. Este hospital recebe pacientes de todas as outras cidades do Cone Sul do Estado e, também, de cidades do Mato Grosso.
A mesma ação já havia acontecido dias atrás, mas o prefeito Delegado Flori (Podemos) reabriu o local, e justificou: disse que, como não havia conseguido, na justiça, aumentar o prazo para adotar providências e improvisar uma lavanderia até que a atual seja reformada, ou era isso ou o Regional paralisaria suas atividades.
O prefeito argumentou que está providenciando instalações provisórias para a lavanderia, mas esta mudança levará alguns dias. Até lá, é preciso manter o funcionamento do local, onde são hifenizadas as roupas contaminadas por sangue, fezes e bactérias. 
“Se eu pudesse, contrataria uma lavanderia particular, mas nenhuma das que existem na cidade oferece condições técnicas para higienizar os lençóis e outras peças contaminadas”, justificou o mandatário.
Sem outra saída, Flori disse que irá novamente reabrir a lavanderia, mesmo correndo o risco de ser preso. “O que não posso é fechar o hospital e levar os pacientes à morte”.
O prefeito lembrou uma frase recente, proferida pelo presidente do Conselho Federal de Medicina, o rondoniense Hiran Gallo, que em entrevista ao site FOLHA DO SUL ON LINE, semana passada, quando esteve em Vilhena, defendeu que o diálogo deve ser o caminho para a resolução de problemas.

Ao comentar sobre a primeira interdição da lavanderia do Hospital Regional de Vilhena, Gallo argumentou que deve-se ter muita cautela ao optar por uma interdição. “Quando você interdita uma lavanderia de um hospital, é o mesmo que ter se interditado todo o hospital, afinal, onde serão lavados os lençóis?”, questionou.
Fonte: Folha do Sul





