VILHENA – ‘Terrivelmente’ adepto político do ex-presidente Bolsonaro, o ex-taxista Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de envolvimento de ato preparatório para explodir uma bomba em um caminhão-tanque em área próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, se entregou à polícia nesta terça-feira, 17, na delegacia de Comodoro, cidade de Mato Grosso a 110 km de Vilhena, o porta de entrada de Rondônia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Civil do Distrito Federal já foram notificados. Segundo o delegado, ele se apresentou às autoridades após negociação envolvendo familiares e a Polícia Civil. Alan será encaminhado a Brasília.
Alan era procurado desde dezembro. George Washington Souza, 54, preso em 24 de dezembro como suspeito de arquitetar o plano terrorista, relatou em depoimento à polícia que Alan seria seu auxiliar.
Washington foi ao acampamento no QG do Exército na sexta, 23, e deixou o artefato “já preparado” com Alan. O explosivo foi instalado em um caminhão de combustível carregado com 60 mil litros de querosene de aviação.
“Eu entreguei o artefato ao Alan e insisti que ele instalasse em um poste de energia para interromper o fornecimento de eletricidade, não concordei com a ideia de explodir no estacionamento do aeroporto. Porém, eu soube pela TV que a polícia tinha apreendido uma bomba no aeroporto e que o Alan não tinha seguido o plano original”, disse Washington em seu depoimento à época.

Alan Rodrigues trabalhou durante um tempo como taxista em Comodoro, mas não aparecia no ponto de táxi há 8 meses, relata o colunista Chico Alves, do UOL. Um amigo do suspeito disse à coluna que Alan “não tem dinheiro nem pra comprar um revólver”.
“Ele era Bolsonaro, mas não lembro que tenha feito nenhum comentário mais agressivo antes. Usaram ele”. Alan foi candidato a vereador em 2018 pelo PSD, mas não conseguiu se eleger.
Fonte: Gazeta Digital





