PORTO VELHO – Se tem uma coisa que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, não tem é pudor político na hora de tomar uma decisão impopular, ao contrário de seu antecessor, Mauro Nazif, que deixou de adotar várias medidas benéficas para a cidade para não ficar ‘mal’ politicamente com determinados segmentos. Veja o caso do reajuste da tarifa de ônibus na capital, anunciado nesta sexta-feira e que entra em vigor a partir da próxima quinta-feira.

É um presente de Papai Noel às avessas, mas precisa-se levar em conta que o momento é propício a este tipo de atitude. Afinal, a população de Porto Velho reelegeu Hildon Chaves em 2020 e, nas eleições deste ano, fez de sua esposa, dona Ieda Chaves, uma das deputadas estadual eleita com uma das maiores votações e atendeu ao chamado para reeleger o governador Marcos Rocha.

Assim, o prefeito só vai precisar do eleitor – esse mesmo que socoleja diariamente no ‘busão’ lotado – daqui a dois anos, quando teremos novas eleições.
Enquanto isso, os usuários do transporte público devem ficar atentos ao novo valor da tarifa que será cobrado em Porto Velho.
A partir da próxima quinta-feira, dia 15, o preço da passagem será de R$ 4,50, de acordo com o decreto nº 18.699 de 08 de dezembro de 2022. O município não tem reajuste desde 2020, quando a tarifa passou a custar os atuais R$ 4,05. O reajuste anual, que é previsto em contrato com a concessionária que opera o transporte público, deveria ter acontecido em novembro de 2021.
Em razão da pandemia, contudo, a Prefeitura de Porto Velho optou pelo adiamento do reajuste tarifário. Passada a fase mais crítica da pandemia e em virtude do aumento dos insumos básicos para operacionalização do serviço (a título de mensuração, o óleo diesel teve aumento superior a 20% nos últimos meses), a Prefeitura optou pelo reajuste tarifário para garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
O estudo para estabelecer o reajuste é feito pela Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran), que depois é deliberado pelo Conselho Municipal de Transportes e se baseia nas variações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e dos índices do preço do diesel, rodagem e valor do veículo, estabelecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A FGV utiliza como base o período de 12 meses entre o último reajuste e o mês anterior ao da revisão tarifária para se estabelecer um parâmetro geral que deve ser adotado.
O titular da Semtran, Victor Souza, entende que a decisão é necessária para o equilíbrio do serviço. “A concessionária que presta este serviço já estava operando no prejuízo. Os custos operacionais subiram e o município não tinha outra alternativa senão aceitar o pedido de reajuste para que a gente possa manter a prestação do serviço em dia”, explicou o secretário de trânsito.
Fonte: Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)




