PORTO VELHO – “De novo? Já vimos esse filme”. Foi a reação de várias pessoas ouvidas pela reportagem do expressaorondonia na quinta-feira, 15, logo após circular a notícia de que o governador Marcos Rocha e o prefeito Hildon Chaves estariam firmando um protocolo para construir uma das três obras mais requisitadas pela população de Porto Velho, a construção de uma nova estação rodoviária.
Conforme a nota distribuída pela prefeitura, para a efetivação do acordo “o Estado passará a concessão da rodoviária ao município. A construção será feita em parceria”, com recursos de 10 milhões de reais e, ainda, como diz a nota, com recursos de emenda parlamentar da deputada Mariana Carvalho.
Há duas questões: a primeira que 10 milhões, só, não serão suficientes, afora que se pretenda apenas uma reforma na atual. É só fazer um comparativo com os recursos, mesmo valor, do projeto de parceria, também governo/prefeitura, de 2011, que seriam no mesmo valor e, de lá para cá, o real caiu muito.
Outro que posou anunciando uma nova rodoviária foi ex-prefeito Mauro Nazif, mas não passou disso. Roberto Sobrinho chegou a fazer uma pesquisa sobre o projeto, pedindo a internautas a indicação de um local apropriado, com sugestões até que fosse no meio do Rio Madeira.

O projeto de Sobrinho era espetacular, conforme o site expressãorondonia.com.br noticiou em sua edição de 9 de novembro de 2011: “A nova rodoviária será construída numa área de 20 mil metros quadros e o projeto prevê um total de 12 baias para os ônibus. Seis para embarque e seis para desembarque. A atual, inaugurada em janeiro de 1980, tem apenas nove baias”.
Outro trecho do projeto estabelecia: “A área também será toda urbanizada e a entrada dos ônibus passará a ser pela avenida Uruguai tirando o fluxo desses veículos pelas avenidas Jorge Teixeira, Dom Pedro II e Carlos Gomes, contribuindo para melhorar o fluxo do trânsito naquela região central da cidade”.
O projeto era bonito, foi o melhor apresentado até agora, enchendo os olhos até dos adversários. E por ser psicólogo, Roberto Sobrinho deu a seguinte declaração: “A construção da nova rodoviária é mais uma necessidade psicológica do que material porque a atual ainda dá conta da demanda, mas a estrutura, com o passar dos anos, acabou ficando obsoleta, inadequada, destoando do crescimento vivido pelo município nos últimos anos”.
Já o atual, Hildon Chaves, que inseriu a construção da nova rodoviária como meta de campanha em 2016, em visita à capital do Acre, logo depois de assumir o primeiro mandato em 2016, proclamou a construção da estação, em entrevista tendo como de fundo o terminal de Rio Branco, quando Hildon classificou como “lixo” o mesmo equipamento de Porto Velho. Mais promessas, e ele voltou ao assunto na campanha da reeleição. Sem cumprir, volta ao assunto de olho em nova eleição.
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